dezembro 18, 2004

Samba em São Paulo

Lembro-me de um dia, na apresentação de Ruy Castro no Porto (fim de tarde, bar do Teatro Tivoli, gin crepuscular, gente que entra e sai), por causa da sua biografia de Garrincha. Falei dos livros do Ruy. Ele brincou: «Você não mencionou meu livro sobre a bossa-nova porque você só gosta de samba.» Ah, claro que não era verdade; piada mesmo. Mas este fim-de-semana, com Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho juntos em São Paulo, a cantar Lupicínio Rodrigues, por exemplo, eu não resisto a não gostar senão de samba durante duas horas, pelo menos.

3 comentários:

Lu disse...

Caro Viegas, gostei muito do seu blog. Voltarei outras vezes para dialogarmos sobre literatura. Abraços.

Lu disse...

Ah, quase esqueço, o sambinha de verdade é ótimo. Experimente mais o Paulinho da Viola, Cartola e o Noel Rosa... delícia!

Christiane de Assis Pacheco disse...

A postura do Rui Castro em relação ao samba é lamentável. Para ele, a bossa nova é a modernidade que veio tirar a as teias de aranha da "antiquada" música popular brasileira. Demonstra um desprezo revoltante à gênios como Cartola, Nelson Cavaquinho e outros. Ele esqueceu de ouvir o que o João Gilberto e Tom Jobim diziam: que faziam samba, nada mais do que samba.