Eucanaã no cinema
Eucanaã Ferraz publica muito em breve o seu novo livro de poemas, com o título Cinemateca, edição Companhia das Letras. Poemas narrativos, como filmes.
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Um blog português sobre livros & literatura brasileira.
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A cobertura do Fórum das Letras de Ouro Preto foi originalmente publicada no outro blog, ou seja, no Origem das Espécies.
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«No futuro ele vai invadir a cidade. Por enquanto é só paisagem: mar, mar, mar. Do outro lado, pensou, a África. Olhou em torno, o quarto era pequeno. Colchão, mesa, duas cadeiras, livros e CDs espalhados, CD-player, mochila, garrafinhas d'água e uma janela. Lá fora gente falando, rádio ligado, cachorro latindo e o esgoto aberto. Como se a África estivesse ali mesmo. Uma velha subia os degraus acompanhada de um garotinho preto. Luger cromada enfiada dentro da bermuda vermelha, o garoto percebeu que era observado.»
Carlos Heitor Cony vê reeditado Pessach, a Travessia, originalmente publicado em 1967 -- o seu livro mais próximo do fascínio judaico. Extracto pode ser lido aqui. Edição Alfaguara/Objetiva.
Fernando Morais é o biógrafo de Olga Benário e de Assis Chateaubriand. Agora, antes de se lançar em dois livros oh-la-la (um sobre o seu amigo e ex-dirigente do PT, José Dirceu, e outro sobre o seu amigo Paulo Coelho, uma biografia bem volumosa), publica Montenegro, as Aventuras do Marechal que Fez uma Revolução nos Céus do Brasil. Uma história prodigiosa. Entrevista do autor à Época.



Em 1970, o cerco aos guerrilheiros da VPR — Vanguarda Popular Revolucionária, organização de guerrilha comandada pelo ex-capitão Carlos Lamarca —, no Vale do Ribeira, levou os militares a repensarem a guerra contra-revolucionária. O episódio conhecido como “A Guerrilha do Vale do Ribeira” impôs uma surpreendente derrota aos mais de mil e quinhentos homens das Forças Armadas que perseguiam cinco guerrilheiros, entre eles Lamarca. Mais aqui.Quando a Blecaute, é uma reedição (revista, verdadeiramente) de um romance dos finais dos anos oitenta, agora disponível de novo.

«Nas primeiras linhas de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, o narrador avisa que adotou uma forma semelhante à de Sterne e Xavier de Maistre e que escreveu seu livro com a pena da galhofa e a tinta da melancolia. Diz ainda que em vez de começar a história a partir do início, preferiu contar primeiro o fim. No prólogo da terceira edição da obra, Machado adiciona o nome de Almeida Garrett aos dos inspiradores daquela forma "difusa e livre" - todos eles viajantes, observa. Para Rouanet, os elementos enumerados por Machado bastam para definir uma forma, que denominou "forma shandiana" - termo derivado do Tristram Shandy, de Sterne -, e cujas características estruturais são: hipertrofia da subjetividade; digressividade e fragmentação; tratamento especial dado ao tempo e ao espaço; e interpenetração de riso e melancolia. Os adeptos dessa forma, continua Rouanet, formam uma linhagem - e acrescenta um autor à lista elaborada por Machado: Diderot. Em Riso e melancolia, Rouanet estuda o funcionamento da forma shandiana em todos os autores que a cultivaram, abrindo o caminho para um melhor conhecimento tanto do nosso maior romancista como da linhagem intelectual a que ele se filiou. Com sua linguagem clara e atraente, seu humor e sua erudição, oferece novas percepções aos leitores e abre outras portas para a leitura dos herdeiros de Laurence Sterne.»


Saiba mais sobre a paixão deste brasileiro que navegou por todos os mares por causa da literatura. Para quem viu, no GNT, o documentário sobre as suas viagens, vale a pena ler Parati, Entre Dois Pólos e Mar sem Fim. Mas na Bravo! deste mês, um retrato de Klink enquanto leitor (disponíveis os links para ouvir a entrevista), «Sobre Barcos e Letras».
Como morreu Jean Charles? A Objetiva lançará em Junho um livro de Ivan Sant'Anna sobre a morte do brasileiro no metro de Londres, adiantando (vem na revista Veja) que «Jean tinha os braços imobilizados ao ser morto com sete tiros na cabeça por agentes da unidade armada da Scotland Yard». O título do livro é Em Nome de sua Majestade.

Por falar em Companhia das Letras vale a pena visitar o site que assinala os 20 anos de existência da editora. Uma história invejável.








